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Controle Financeiro: por onde começar?

Levar os filhos na escola, ir ao mercado, arrumar a casa, preparar refeições, cumprir as tarefas do trabalho, pagar as contas e, ainda, cuidar da família. Não é fácil! São tantos compromissos diários que dificilmente sobra tempo para pensarmos em nós, o que dirá na nossa vida financeira. É natural querer usar os poucos momentos livres para as fazer aquilo que renova nossas energias. Entretanto, é fundamental reservar um tempo diário para administrar o nosso dinheiro.

Ocorre que muitas pessoas só começam a dar atenção às finanças quando se vêem diante de uma situação complicada: dívidas, desemprego, consumo compulsivo, doenças na família, perda de pessoas responsáveis pelo sustento do lar, dentre outros problemas. Por sorte, algumas conseguem transformar os momentos de crise em aprendizado e, por isso, reavaliam certos hábitos e atitudes em relação a forma de lidar com o dinheiro. É o início do processo de Conscientização Financeira.

- Mas por onde começar?

Construindo o Orçamento Pessoal

Uma maneira fácil e prática de começar é anotando TODAS as suas receitas e despesas, pelo menos, uma vez ao dia. Isso é muito importante pois, até que seja possível determinar um perfil de orçamento, serão necessários alguns meses de acompanhamento.

Passo 1 - Controle de Receitas

Todo orçamento deve iniciar pelas receitas. Precisamos saber exatamente as fontes de renda disponíveis e quanto recebemos de cada uma delas. Por exemplo:

  • O valor do nosso salário (acrescido dos benefícios como 13º, férias e premiações);
  • O valor das retiradas empresariais (pró-labore + distribuição de lucros);
  • O total das receitas de aluguéis e participações;
  • Os juros de aplicações financeiras (juros, dividendos e bonificações);
  • Os lucros com a venda de bens;
  • Prêmios, dentre outros.

Passo 2 - Controle de Despesas

O mesmo deve ser feito em relação às depesas. Precisamos saber exatamente quais são e quanto gastamos com elas. Para faciliar este levantamento o ideal é dividir as despesas em grupos, tais como:

  • Moradia;
  • Alimentação;
  • Transporte;
  • Educação;
  • Saúde;
  • Vestuário;
  • Lazer e Entretenimento; etc.

Por sua vez, cada grupo de despesas possui subgrupos. Por exemplo, o Grupo Alimentação pode ser subdividido em Alimentação Externa, que inclui almoços, jantares e lanches realizados fora de casa, considerando que os alimentos adquiridos nos supermercados pertencem ao Grupo Moradia.

Curiosidade:

As despesas com alimentação costumam ser um dos "vilões" do orçamento doméstico, tanto pelos efeitos da inflação nos alimentos, quanto pela desconsideração dos pequenos gastos diários que, quando anualizados, nos surpreedem.

Passo 3 - Balanço Mensal

Após organizar as receitas e despesas será hora de verificar se o seu orçamento está POSITIVO ou NEGATIVO. Para tanto, basta somar os totais:

Balanço Mensal = Total de Receitas - Total de Despesas

Resultado Mensal = Positivo ou Negativo?

Passo 4 - Análise do Resultado

Se o resultado der positivo significa que você está no caminho certo. Vale lembrar ainda que, quanto mais dinheiro sobrar, melhor. Assim você poderá planejar seus investimentos e certamente irá realizar seus sonhos. Entretanto, caso o resultado dê negativo, significa que você precisa ter disciplina para reduzir as suas despesas até que fiquem menores que as suas receitas. O esforço certamente será recompensado!

Até a próxima!

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Gustavo de Carvalho Chaves

Gustavo de Carvalho Chaves

Engenheiro Civil (UFPR) e Arquiteto (PUC-PR), especialista em Gestão de Negócios (UFPR), Pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior (UFPR). Extensão no GEOS College Oceania (NZ). Possui mais de 15 anos de atuação nas áreas de Educação Financeira, Consultoria de Negócios e Investimentos. Co-autor do livro Como Comprar Imóveis em Leilões (Editora Insight, 2015).