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Estacionamento: um negócio da China! (e do Brasil, dos EUA, da Índia...)

Para quem está pensando em empreender ou diversificar seus investimentos e já dispõe de recursos, aqui vai uma sugestão:

- avalie a possibilidade de abrir um estacionamento rotativo.

De modo geral, a gestão de um estacionamento é muito simples e reúne alguns dos “pilares fundamentais” de um bom negócio, ou seja:

  • rapidez de implantação;
  • baixo custo operacional e
  • baixo valor agregado do produto/serviço.

Além disso, a atividade possui um enquadramento tributário altamente favorável ao investidor, o que aumenta significativamente a viabilidade econômica dos empreendimentos desta natureza.

Demanda Crescente

A facilidade de acesso ao crédito possibilitou que milhões de pessoas pudessem realizar o sonho de comprar/trocar de carro. Na prática, a pretendida renovação de frota acabou sendo um "inchaço" de frota. Apenas para exemplificar, basta dizer que dos anos 80 para cá a quantidade de veículos em circulação no país mais que dobrou e tudo indica que não irá mais parar de crescer.

Ou seja:

- se antes encontrar uma vaga (segura e bem localizada) para estacionar já não era tarefa fácil, agora passou a ser algo do tipo “missão impossível”.

Proporcional ao aumento espantoso do número de veículos nas ruas só mesmo o crescimento do faturamento das empresas do setor.

Dependendo da cidade e da região, não são raros anúncios de ofertas de vagas para carros pequenos por R$5,00 por apenas 15 minutos e diárias por mais de R$20,00. Em algumas redes de maior abrangência, uma vaga de mensalista para carros médios ou grandes pode ultrapassar facilmente os R$200,00 mensais.

Além do aumento da frota, outro fator que tem contribuído muito para o crescimento do negócio é a falta de segurança em nossas cidades, que faz com que muitas pessoas - além do seguro de veículos – “prefiram” arcar com o custo do estacionamento a expor uma parte relevante do patrimônio pessoal a qualquer eventualidade.

Aspectos Gerais do Negócio

Quem pretende investir no ramo deve considerar alguns pontos relevantes:

  • Preços dos Terrenos: a valorização imobiliária observada nas principais cidades brasileiras elevou significativamente o preço dos terrenos, principalmente aqueles de grandes dimensões localizados em regiões estratégicas. Com isso, a aquisição do imóvel para estes fins pode tornar a atividade inviável para o curto prazo, o que não invalida o investimento para o médio e longo prazo, tendo em vista a comprovada escassez de bons terrenos a preços realmente competitivos;
  • Zoneamento Urbano: muitos municípios - mesmo diante do inquestionável aumento da frota e da impossibilitade de ampliar o número de vagas em vias públicas - têm restringido a liberação de novos alvarás para a implantação de estacionamentos rotativos em áreas de notório crescimento urbano pelas mais diversas e controversas razões. Desta forma, é imprescindível para quem pretende empreender no ramo procurar imóveis em áreas cuja exploração da atividade esteja regulamentada e que atendam integralmente as exigências legais vigentes;
  • Mão-de-obra: devido ao acréscimo da demanda já se observa a falta de mão-de-obra em algumas cidades (ex: garagistas, manobristas, folguistas, seguranças, operadores de caixa, etc). Vale lembrar que o dimensionamento da equipe de trabalho irá depender do Regime de Operação da empresa (turnos ou 24 horas), com conseqüente reflexo na rentabilidade e no ponto de equilíbrio do negócio;
  • Aluguel do Imóvel: não havendo disponibilidade financeira do investidor para a aquisição do imóvel, uma alternativa é a locação/arrendamento do ponto. Nestes casos, recomenda-se o cuidado adicional de definir antecipadamente o prazo e o valor máximo da locação de forma a manter viável a exploração da atividade, com base no reflexo destes custos na TIR (taxa interna de retorno) e no Pay-back do empreendimento;
  • Segurança: outro aspecto importante a ser considerado pelo futuro empresário é o impacto das despesas com seguro e segurança efetiva do estabelecimento nos preços que serão praticados;
  • Escolha do Ponto: quando possível, ainda que por valores superiores, é preferível que o novo estacionamento seja implantado em regiões de grande movimento, como as próximas a áreas comerciais, educacionais, hospitais, equipamento públicos e integradas aos principais eixos de crescimento urbano previstos no Plano Diretor do município sede;
  • Escolha do Imóvel: é recomendável escolher imóveis passíveis de ampliação (horizontal e vertical) e que possam oferecer acessos independentes;
  • Ticket Médio e Fidelização: o ticket médio e os produtos oferecidos, ou seja, valores para clientes horistas, mensalistas e convêniados deve estar em linha com a localização, estrutura física (vagas cobertas, tipo de pavimentação, monitoramento, etc) e concorrência local, pois - ainda que a atividade seja simples - oferecer qualidade é imprescindível;
  • Origem de Capital: quando a abertura da empresa necessitar de capital de diversas fontes, uma alternativa muito competitiva é a constituição do pool de investidores. Nestes casos, via de regra, a gestão do negócio costuma ser descentralizada e a “cotização” da empresa pode – inclusive – remunerar o(s) proprietário(s) do(s) terrenos(s) com base no faturamento da empresa, sem a necessidade de descapitalização da pessoa jurídica logo do início das atividades. Outra grande vantagem deste modelo é que através do critério de cotas qualquer pessoa poderá empreender no setor, independente da sua capacidade de investimento.

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Bons negócios!

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Estacionamentos Rotativos

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