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Supervalorização Imobiliária: um prato cheio para os Leilões e Concorrências Públicas

A edição nº971 da revista Exame (de 30 de junho de 2010) deu destaque para a supervalorização dos imóveis no Brasil, a qual, segundo a reportagem, foi a terceira maior do mundo em 2009, sendo que em algumas regiões das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre, o aumento percentual superou a média nacional de 22,00%.

Como sabemos, esta valorização é uma conseqüência do crescimento da demanda, que é um reflexo direto do aumento do poder de compra. Isto significa que quando há mais dinheiro no mercado, mais pessoas podem consumir e então, a casa própria  - como sempre - passa a ser a “bola da vez”.

Até aí tudo muito positivo para a sociedade e para o crescimento real da economia, que finalmente começa a enxergar na Construção Civil um meio efetivo de transformar o país.

- Mas será que o crescimento espantoso observado no preço dos imóveis também ocorreu na renda da população?

Pelo que se sabe, ano passado, não houve diminuição no custo de vida, muito menos ausência de inflação. Muito pelo contrário! A taxa de juros voltou a subir, justamente para conter o tão "festejado" crescimento. Isso merece alguma reflexões:

  • Mas o aumento da demanda não é benéfico para o crescimento da economia?
  • O surgimento de novos consumidores não é um reflexo da inclusão social?
  • Mais pessoas consumindo não significa mais empregos e prosperidade?

Na realidade, em 2009, o que se viu foi o aumento absurdo do grau de inadimplência dos brasileiros; nunca tantos cheques foram devolvidos; nunca o comprometimento do orçamento doméstico com prestações e dívidas de médio e longo prazo foi tão elevado; os meios alternativos de crédito (empréstimos pessoais, financiamentos em cartões de crédito, etc) jamais faturaram tanto e, conseqüentemente, nunca tantas pessoas estiveram tão perto de perder aquilo pelo quê trabalharam a vida toda.

Este cenário não deixa dúvidas:

O preço dos imóveis subiu de forma exorbitante e incompatível com a realidade financeira da maioria dos brasileiros.

Leilões e Concorrências Públicas

Quem acompanha o mercado de Leilões e Concorrências Públicas deve ter notado o aumento significativo de ofertas de itens de qualidade nos pregões imobiliários das principais cidades brasileiras:

- de apartamentos de frente para o mar à áreas loteáveis para construção de condomínios residenciais de alto padrão. Chama a atenção o número de imóveis novos (muitos com menos de 5 anos de uso!), bem localizados, alguns, inclusive, mobiliados. Há casos em que o “desconto” chega a 60% do preço de mercado, deste que - segundo a reportagem da revista Exame - teve a terceira maior valorização do mundo.

Diante disso, fica aqui uma dica:

Ganhar dinheiro não é uma questão de “sorte”.

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