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Previdência: estão querendo mudar as regras durante o jogo

A paixão de milhões de pessoas pelos esportes – independente da modalidade – seguramente é motivada pelo desafio de superar o adversário respeitando um conjunto de regras e condutas claras, éticas e universais, que tornam o objetivo ainda mais excitante. São essas regras que possibilitam que povos que sequer falam a mesma língua possam se enfrentar e proporcionar grandes espetáculos.

Isto nos permite concluir que as regras são imprescindíveis para o sucesso, credibilidade e transparência do "jogo", principalmente quando dizem respeito à questões que afetam toda a sociedade.

Futebol

Imagine que seu "time do coração" está disputando uma final. Aos 30 minutos do primeiro tempo o jogo está empatado em 0 x 0 quando, de repente, o juiz resolve marcar um pênalti a favor do adversário. O jogador converte a cobrança e o juiz decide encerrar a partida, restando, pelo menos mais 60 minutos de jogo. Como se não bastasse, a CBF acata a decisão do árbitro e informa que ele apenas cumpriu uma "nova regra” do futebol criada durante a partida.

  • Como você reagiria?

ALTERAÇÕES NAS REGRAS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

O Ministério da Fazenda e a Previdência Social estão querendo mudar as regras da aposentadoria do setor privado.

É claro que, caso aprovadas, as medidas em estudo terão reflexos negativos no bolso dos contribuintes, como se já não bastassem todas as dificuldades enfrentadas por quem pretende, um dia, desfrutar da aposentadoria com dignidade neste belo e imaturo país emergente.

No entendimento dos técnicos do governo o modelo “ideal” seria assim:

  • Homens: a aposentadoria passaria dos atuais 35, para 42 anos de contribuição;
  • Mulheres: a aposentadoria passaria dos 30, para os 37 anos de contribuição.

Segundo eles, essa "pequena" mudança de regra durante o jogo é algo muito natural, uma vez que não há idade mínima para aposentadoria. Resta saber se para alguém que está prestes à se aposentar - depois de ter contribuído por 30 ou 35 anos - esperar “apenas” mais sete anos não fará nenhuma diferença.

Do ponto de vista político, obviamente que esta proposta deverá enfrentar muita resistência. Afinal, qual governante gostaria de ter esse “grande feito” em seu portfólio de realizações públicas?

No entendimento da Previdência esta medida seria uma forma de compensação do fator previdenciário, que nada mais é do que um incentivo para que o contribuinte adie a sua aposentadoria. Fora isso, há também a intenção de incluir o critério de idade mínima, já que o modelo atual baseia-se, principalmente, no tempo de contribuição. Caso aprovado, neste novo formato os benefícios seriam concedidos para mulheres a partir dos 63 anos de idade e após os 65 para os homens.

- Já pensou?

A maioria dos brasileiros tem motivos de sobra para sentir-se insegura em relação ao futuro da Previdência Social. O medo de não poder contar com aquilo para o quê contribuiu-se durante a vida toda é, de fato, aterrorizador e justificado. Fica evidente a importância de buscarmos alternativas que nos tornem independentes de sistemas frágeis, cujas regras SEMPRE mudam durante o jogo. 

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