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Planejamento Sucessório: o grande desafio das empresas familiares

Joaquim começou a trabalhar muito cedo. Aos 14 anos de idade já ajudava seu pai no pequeno mercado da família. Aos 21 cuidava sozinho de uma filial. É fato que sua vida pessoal ficou 'um pouco' de lado, já que ele foi o único dos quatro filhos que efetivamente se dispôs a ajudar os pais e a cuidar dos negócios. Único menino, Joaquim viu suas irmãs crescerem, casarem, terem filhos e seguirem a vida num ritmo normal, porém, sem jamais demonstrarem nenhum interesse pela empresa. Aliás, a única preocupação que tinham era a de gastar tudo que recebiam de pró-labore. Sentiam orgulho de serem “sócias” de um mercado em franco desenvolvimento.

Extremamente dedicado, mesmo depois da pesada jornada diária de trabalho, Joaquim arranjava tempo para estudar, pois sempre sonhou em ser um construtor.

- E alguém duvida que ele conseguiu?

Joaquim se formou em Engenharia Civil. Todo dinheiro que conseguia, investia em terrenos e pequenas construções. Pouco tempo depois, o jovem empresário possuía vários imóveis que lhe rendiam um salário adicional, e sempre tinha mais projetos em andamento. Nesta fase, o "mercadinho" já havia se tornado uma rede de supermercados e era apenas um dos diversos negócios do engenheiro, enquanto que para suas "sócias" continuava sendo a única fonte de renda.

O tempo foi passando e Joaquim decidiu que era hora de pensar na vida pessoal. Viajar, namorar, casar, ter filhos, etc, enfim, viver a vida, já que estava chegando aos 40. E assim o fez.

Bastou o filho ficar uns tempos ausente para que seu pai (já prestes a se aposentar) percebesse que sem eles a família estaria extremamente vulnerável, pois não é da noite para o dia que se constrói uma empresa, que se aprende a administrar, a negociar, a conquistar clientes, a lidar com funcionários, a diversificar e, principalmente: MULTIPLICAR!

Antevendo o futuro, questinou:

E agora, quem vai dar conta do recado?

PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO

Ser capaz de antecipar cenários e de aceitar que nem todos nascem para empreender é fundamental. Além disso, é preciso respeitar as decisões individuais de cada geração, mesmo que isso implique na descontinuidade dos negócios.

Todos os dias centenas de empresas familiares tradicionais fecham suas portas. Com o afastamento dos fundadores muitas entram num processo de declínio difícil de ser revertido, já que o sucesso não depende apenas de dinheiro. Competência e vocação precisam estar no DNA do empreendor. Quando não existem sucessores capacitados e engajados, provavelmente restarão apenas lembranças daquilo que um dia foi o esteio da família.

Você está preparado para isso?

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