Biblioteca

Pensando em abrir uma empresa?

Quem nunca sonhou em ser dono do próprio negócio. Não ter que cumprir horários, definir o quê e como fazer, não estar subordinado à ninguém, gerenciar pessoas, desenvolver estratégias financeiras, fazer investimentos, ter ganhos "generosos", dividendos, ser insubstituível (- será que alguém é insubstituível?).

São tantos ‘prós’ que, falando assim, até parece fácil.

- Mas será que qualquer pessoa está preparada para este desafio?

CASO COMENTADO

Durante um curso de pós-doutorado numa conceituada universidade da Inglaterra, um experiente professor de Gestão de Pessoas acostumado a treinar executivos das maiores e mais importantes empresas do mundo propôs à uma pequena e seleta turma de estudantes a seguinte dinâmica:

Durante 30 dias, de forma anônima, todos os alunos teriam que "experimentar" suas empresas sob três aspectos:

1º Como Clientes:

Avaliando a qualidade do atendimento oferecido pela companhia desde um simples contato telefônico para informações sobre os produtos/serviços até a tentativa de agendamento de uma reunião com a gerência.

2º Como Funcionários:

Atuando como funcionários comuns, como estes dos chamados ‘escalões inferiores’, comumente menosprezados, sem voz ou direito de opinião e cuja importância do trabalho só é sentida pela ausência.

3º Como Investidores:

Procurando ver se os valores e a missão da empresa estavam claros tanto para a sociedade quanto para aqueles que trabalham nela, justificando investimentos.

Animados com o desafio, os "superalunos" logo deram início a tarefa.

30 dias depois...

Conforme planejado, trinta dias se passaram e os estudantes se reuniram para relatar suas experiências. Foi nesse momento que a verdadeira lição começou a ser aprendida.

Resumidamente, as conclusões dos executivos foram as seguintes:

1º Como Clientes:

TODOS REPROVARAM A QUALIDADE DE ATENDIMENTO

Ao abrirem mão dos canais de acesso privilegiados, agindo como clientes convencionais, todos ficaram decepcionados com a forma que seus clientes eram tratados, como se não fossem a razão da existência destas empresas. A partir daí, foi consenso que a imagem positiva de uma empresa junto aos clientes é a melhor estratégia de marketing.

2º Como Funcionários:

TODOS SE MOSTRARAM DESCONTENTES COM O AMBIENTE DE TRABALHO NAS BASES DAS SUAS EMPRESAS

Sem regalias e vivendo na pele o dia-a-dia daqueles que literalmente "põem a mão na massa" e fazem acontecer, os executivos viram a importância de se dar valor a qualquer pessoa dentro de uma organização, pois – independente do cargo ou da função - todos têm um papel fundamental no processo.

3º Como Investidores:

TODOS AFIRMARAM QUE NÃO INVESTIRIAM NAS SUAS EMPRESAS.

Definitivamente esta foi a opinião consensual mais intrigante do curso.

Diante dos resultados, o professor afirmou:

"Aqueles que descuidam dos valores de uma empresa, deixam de acreditar nela. Empreender é, sem dúvida, um dos processos mais gratificantes da vida profissional. Entretanto, para se ter sucesso – além de muito trabalho e determinação - é preciso ser capaz de identificar os verdadeiros valores do negócio."

» Leia Agora: Estacionamento: um negócio da China! (e do Brasil, dos EUA, da Índia...)

Comentários

  1. Posso dizer que desde o inicio do curso pude tirar essas conclusões sobre o meu próprio negócio e hoje sei por onde começar a agir para melhorar.

    Mattheus Jose Henrique Feldhaus
    Convênio: SENAI Curitiba - Boqueirão 2017

Os comentários e opiniões aqui apresentados são de responsabilidade exclusiva dos seus autores e não necessariamente refletem a opinião do Grupo G9 Investimentos - Consultores Associados.

Participe

Deixe seu comentário no nosso fórum de discussão. Faça o seu cadastro ou acesse a sua conta.

Nossa missão é contribuir para o sucesso financeiro e pessoal dos nossos clientes.

G9 Negócios – Uma empresa do Grupo G9 Investimentos - Consultores Associados