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Endividamento: Conheça 5 dicas para negociação de dívidas

Diante do agravamento da crise financeira e da disparada da inflação está cada vez mais complicado manter as contas em dia.

Aliado a isso, o medo do desemprego e a falta de confiança na recuperação da economia tiram o sono até mesmo das pessoas mais otimistas. Mais do que nunca é hora de 'apertar os cintos' e economizar o máximo possível. Vale tudo para evitar dívidas e manter o nome limpo, do contrário, a impossibilidade de obtenção de crédito pode tornar a sua situação financeira insustentável.

Separamos 5 dicas que poderão ajudar na negociação de dívidas e fazer o seu dinheiro valer mais. Confira!

1) Faça um levantamento de todas as suas dívidas e do quanto está devendo para cada credor

Para fazer uma boa negociação é preciso saber o valor total das suas dívidas. Faça um levantamento preciso e completo de cada uma delas, que contenha as seguintes informações:

  • identificação do credor: instituição financeira / poder público / comércio / prestadores de serviços / outros
  • valor original do empréstimo/financiamento/compromisso
  • valor total pago
  • valor total atualizado da dívida
  • número de parcelas em aberto
  • número de parcelas restantes (previstas no contrato original)
  • taxa de juros efetiva
  • desconto oferecido para quitação (pagamento à vista ou a prazo)

2) Faça um orçamento detalhado

Faça um levantamento completo das suas receitas e despesas. Em seguida, analise quais itens têm maior participação no seu orçamento pessoal e doméstico. Lembre-se: é preciso fazer sobrar dinheiro, mesmo que aparentemente seja pouco, pois este será o valor máximo que você poderá usar nas suas negociações. Para tanto, defina onde é possível cortar gastos, começando pelos itens supérfluos.

Pergunte a si mesmo: eu realmente preciso disso agora?

Dica: TV por assinatura, mensalidades de clubes e academias, comer fora, artigos de vestuário, veículos de passeio, viagens, presentes, tarifas bancárias, dentre outros, costumam ser vilões do orçamento. Dê uma atenção especial para estes itens e sempre que possível corte ou reduza estas despesas.

Além disso, avalie a possibilidade de conseguir uma renda extra temporariamente. Um trabalho de final de semana ou mesmo vender aqueles objetos que você já não usa mais podem fazer bastante diferença neste momento. O sacrifício certamente valerá a pena.

3) Entre em contato com os credores e manifeste a intenção de negociar suas dívidas

Demonstrar que está disposto a pagar as suas dívidas é muito importante. Peça ao credor que apresente uma proposta justa e que caiba no seu orçamento. Dê preferência para as negociações que tiverem a maior redução nos custos efetivos totais (CET), bem como as melhores taxas e prazos.

Dica: Analise com calma, não decida nada de imediato. Pechinche! Só aceite propostas adequadas à sua capacidade de pagamento, do contrário, logo você estará endividado novamente.

4) Parcele suas dívidas em parcelas fixas

A maioria das pessoas têm dúvida na hora de escolher a melhor forma de pagamento numa renegociação. Use o prazo a seu favor. O ideal é que você consiga pagar em parcelas fixas, sem juros. Caso isso não seja possível, opte pela condição com a menor taxa de juros ao longo do tempo, considerando também o valor do parcelamento das demais dívidas.

Dica: Jamais comprometa mais de 90% das suas receitas. Elabore um orçamento onde as parcelas de cada dívida estejam previstas mês a mês (fluxo de caixa). Evite parcelar acima de 12 vezes.

5) Comece pagando as dívidas que tiverem os maiores C.E.T.s

É fundamental ter em mente que os juros cobrados numa dívida são infinitamente superiores aos oferecidos pelos bancos quando aplicamos o nosso dinheiro. Sendo assim, quanto antes você conseguir quitar suas dívidas, melhor. Comece pagando as dívidas de maior valor e que tiverem os maiores custos efetivos totais (C.E.T.s). A sequência abaixo pode ajudar nesta identificação:

  • cartões de crédito
  • cheque especial
  • empréstimo pessoal
  • empréstimos consignados
  • despesas escolares, energia, água e telefonia.

Por fim, nunca deixe de economizar pelo menos 10% do seu total mensal de receitas. Deste modo, você estará protegido de crises e terá grandes chances de alcançar à Independência Financeira.

Boa sorte!

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