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É hora de comprar ações?

A recuada nos preços dos papéis das principais empresas brasileiras têm chamado a atenção de muitos investidores em potencial. Em comum, a dúvida de sempre: será que este é o momento certo para começar a comprar ações?

Antes, porém, é preciso estar preparado para isso. Separamos algumas dicas que podem ajudar na sua decisão. Confira!

1) Qual o primeiro passo a ser tomado por quem está decidido a investir em ações?

Após tomar a decisão é imprescindível que o interessado procure orientação especializada e invista em capacitação (principalmente caso pretenda operar por conta própria através do sistema home-broker). Muitas corretoras oferecem cursos específicos para iniciantes e também para quem deseja atuar profissionalmente neste segmento.

2) É importante já possuir alguma reserva financeira antes de começar a investir no mercado acionário? Por exemplo, uma reserva de emergência em Caderneta de Poupança, renda fixa ou em uma Previdência Privada?

Sem dúvida que sim. Além disso, é fundamental que o investidor iniciante invista apenas uma pequena parcela dos recursos disponíveis em produtos de renda variável (ações, opções, fundos, etc), uma vez que a exposição excessiva ao risco financeiro pode implicar em prejuízos significativos ao seu patrimônio. O dinheiro das reservas é sagrado!

3) Os fundos de investimento em ações são um bom primeiro passo para quem quer começar a ter contato com o mercado de ações?

Sim. Para quem quer começar a investir em renda variável os fundos de ações são uma opção bastante interessante. A variação do valor das cotas reflete o desempenho dos papéis que constituem o fundo e, por isso, são uma forma de “testar os nervos” do investidor iniciante que ainda não está habituado as oscilações do mercado. Além da gestão profissional, outra vantagem é a possibilidade de iniciar a partir de pequenos investimentos e o imposto retido na fonte, o que simplifica o controle de resultados.

Dica:

O interessado em investir nestes fundos deve ler atentamente as instruções e regras contidas no prospecto do produto, principalmente no tocante à política de resgate, saldo mínimo e taxas de administração.

4) Dá para investir em ações diretamente pelo banco em que a pessoa é correntista?

Sim, é possível. Alguns bancos oferecem este tipo de serviço para seus clientes.

5) O que é uma corretora de valores? Vale mais a pena investir em uma corretora independente do que em uma corretora vinculada a banco?

De forma bastante resumida, uma corretora é uma empresa de investimentos habilitada pela CVM para intermediar / supervisionar determinadas operações financeiras, dentre elas, a negociações de ações e outros papéis. Já a vantagem financeira irá depender do grau de relacionamento do cliente com a instituição, qualidade do atendimento, volume negociado, frequência das operações, além dos custos diretos e indiretos cobrados pela corretora.

6) Quais devem ser as expectativas de uma pessoa que acaba de investir seus primeiros recursos em ações?

Ganhar experiência e tentar APRENDER a entender o mercado, mesmo que a lição signifique “sentir” no próprio bolso. Por isso é fundamental para qualquer investidor e não apenas para os iniciantes saber empregar os recursos de forma planejada, ou seja, definindo prazos e metas tanto para lucros quanto para perdas.

7) Existe uma quantia mínima mais indicada para começar a investir em ações?

Cada orçamento pessoal possui características próprias, sendo assim, não há como indicar um valor percentual que seja válido para qualquer pessoa. Talvez, saber quanto se está disposto a "perder" – caso a estratégia dê errado - seja uma boa maneira de definir esta quantia.

8) Quando fazemos uma reserva de emergência queremos nos preparar para imprevistos de curto prazo. Quando fazemos um plano de previdência estamos nos preparando para a aposentadoria. Ao investir em ações, que tipos de objetivos devem estar vinculados?

Desde que adequada ao perfil de tolerância ao risco financeiro e a capacidade de gestão do investidor, investir em ações pode ser indicado para diversos fins, como por exemplo:

  • diversificação de carteira;
  • oportunidades (aposta no crescimento de novos mercados e setores da economia);
  • manobra de liquidez pessoal e patrimonial;
  • receita complementar (realização de lucros);
  • previdência (recebimento de dividendos), dentre outras.

9) Muitas pessoas não investem em ações porque não acompanham diretamente o noticiário econômico. Isso é um pré-requisito? De que forma é possível contornar isso?

Depende da estratégia. Pessoas que buscam resultados no curto prazo e/ou que investem num setor específico terão que prestar mais atenção no cenário macroeconômico, pois certos eventos podem afetar diretamente o valor das suas ações. Neste caso, a velocidade e a qualidade das decisões podem ser a diferença entre o lucro e o prejuízo.

Já aqueles cujo propósito é a realização de lucros no longo prazo (ex: carteiras previdenciárias, recebimento de dividendos, etc) ficam menos expostos aos efeitos das oscilações momentâneas, mas igualmente devem ficar atentos e fazer ajustes na estratégia quando necessário.

10) A declaração do IR de quem investe em ações fica mais complicada?

Não. Basta que o investidor atenda as instruções tributárias previstas para este tipo de investimento, respeitando os limites de isenção, as alíquotas, as deduções possíveis e os prazos para o recolhimento dos impostos.

11) O retorno dos investimentos em ações deve compensar as taxas envolvidas nessa operação (corretagem, custódia, emolumentos). Ainda assim esse investimento vale a pena?

Sim, tendo em vista que são dedutíveis dos resultados tributáveis.

12) Muita gente não investe em ações porque têm medo. Algumas, devido a histórias de gente que perdeu muito dinheiro, ou ainda, às bruscas oscilações do mercado. De que forma é possível amenizar esse sentimento?

Como dissemos no início, o primeiro passo é investir em capacitação (fazer cursos, frequentar palestras, buscar leituras especializadas, pesquisar sobre o assunto, etc). Além disso, é fundamental atuar sempre de forma responsável (planejada), ou seja, adequada à realidade do orçamento e da situação patrimonial pessoal. Por fim, contar com o apoio e a supervisão de profissionais idôneos e experimentes também é extremamente importante.

Bons investimentos!

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