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Conservador, moderado ou arrojado: qual o seu perfil de investidor?

A escolha de um investimento, assim como tantas outras decisões do nosso dia-a-dia, é uma questão de gosto.

Quando saímos para comprar roupas, por exemplo, escolhemos aquelas que nos caem bem ou com as quais mais nos identificamos, seja em estilo, preço ou funcionalidade. Não podemos esquecer que nossas roupas influenciam na forma como os outros nos veem. Como as demais escolhas pessoais, nosso modo de vestir também estará sujeito à críticas e dificilmente será uma unanimidade, afinal, o que parece bom para uns pode parecer inadequado para outros. O mesmo acontece quando desejamos comprar um carro, um imóvel, definir um destino de viagem, escolher um restaurante, etc.

Mas e em relação aos nossos investimentos, como devemos proceder?

Exatamente da mesma forma!

Curiosamente, quando o assunto é investimento, há pessoas que agem como se estivessem sob hipnose e, simplesmente, bloqueiam seu senso crítico. Por isso, não raramente, adquirem bens, produtos e serviços incompatíveis com a realidade financeira em que vivem e que os distanciam dos seus objetivos, imaginando que fizeram "ótimos" negócios. 

O fato é que ser displicente em relação ao dinheiro costuma custar caro pois, ao contrário do que acontece quando nos arrependemos da compra de um bem durável qualquer, nem sempre é possível reaver o que foi “investido” sem sofrer algum prejuízo.

CONSERVADORES, MODERADOS E ARROJADOS

O mercado costuma categorizar os investidores com base no perfil dos produtos que compõe suas carteiras de investimento por entender que isso reflete o grau de tolerância ao risco financeiro do aplicador.

ARROJADOS

O termo arrojado normalmente é atribuído àqueles cuja carteira, em sua maioria, é composta por produtos de renda variável (ex: ações, derivativos, moeda estrangeira, debêntures, fundos imobiliários, fundos de ações, certificados, letras, dentre outros).

Devido ao alto risco e a natureza volátil de alguns destes produtos, investir requer preparo técnico e disponibilidade para acompanhar de perto o cenário econômico local e global, além de muito sangue frio para lidar com as emoções nos frequentes momentos de crise. Apesar da facilidade de acesso a informação, ironicamente, muitas pessoas ainda compram estes papéis às cegas, sem estudar o mercado ou sequer pesquisar sobre as empresas nas quais estão APOSTANDO as suas suadas economias. Outras “investem” porque ouviram dizer que é um bom negócio, e por aí vai. Nestes casos, ao invés de arrojados, a denominação correta seria agressivos, considerando que, na prática, estão cometendo uma agressão com o seu dinheiro.

MODERADOS

Os moderados formam um grupo intermediário. Sua qualidade fundamental é saber ouvir. Contudo, apesar de abertos a mudanças e novidades, precisam de um tempo para digeri-las até que se sintam confortáveis com o novo. A diversificação acontecerá aos poucos, de forma racional, planejada e sem excessos. Ao menor sinal de insegurança não pensarão duas vezes em rever a estratégia e retornar à zona de conforto inicial. O fato é que, no geral, essa desconfiança característica dos moderados contribui para que façam boas escolhas e obtenham ótimos resultados, principalmente, em médio e longo prazo.

Imóveis, renda fixa, CDBs, Tesouro Direto, previdência privada, notas, letras, fundos multimercado e, eventualmente, até mesmo algumas ações de empresas de 1º linha costumam compor suas carteiras.

CONSERVADORES

O grupo dos conservadores é formado pelos que têm aversão ao risco financeiro e que, portanto, mantém distância dos investimentos ditos arriscados. Normalmente são poupadores disciplinados, fiéis às suas crenças e que raramente costumam diversificar. A maioria têm consciência que o comportamento excessivamente cauteloso também tem um preço, mesmo assim, não abrem mão da calmaria. Há quem brinque dizendo que são o "sonho de consumo" dos gerentes de banco, pois, sem eles, nenhuma meta seria atingida, ou quem mais compraria um título de capitalização?

Outra característica marcante dos conservadores é sentir orgulho das suas economias. Inflam o peito, por exemplo, para afirmar que a “segurança” da Caderneta de Poupança vale ouro. Aproveitando o trocadilho, mas, então, por que não investem efetivamente em ouro? Afinal, além de seguro, nos últimos anos o ouro vem rendendo infinitamente acima da Caderneta de Poupança, mas para saber disso é preciso deixar o conservadorismo de lado e estudar.

Até a próxima!

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