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Alerta Geral: risco de bolha imobiliária

Faz tempo que o preço dos imóveis no Brasil não condiz com a realidade financeira de uma população que apresenta uma das maiores taxas de inadimplência do planeta e cujo Grau de Endividamento Pessoal nunca esteve tão elevado.

Por outro lado, não há como negar o aquecimento da Construção Civil.

- Mas a que preço?

O que se vê nas principais cidades brasileiras é uma quantidade imensa de lançamentos imobiliários de diversos padrões e para os mais variados públicos. Chama a atenção o número de faixas e letreiros em tapumes de obras e outdoors informando que está "tudo vendido”, muitas vezes em etapas iniciais da construção.

- Será que está mesmo?

Para ser sincero, penso que não. Acredito que isso seja apenas uma “estratégia” de vendas de mau gosto elaborada para justificar o preço exorbitante e fictício cobrado por imóveis que, de modo geral, são minúsculos, de baixíssima qualidade e cujos conceitos  e tendências são mero modismo, fruto de pura repetição.

Outro aspecto relevante é que os imóveis usados, ainda que ditos “valorizados”, não estão sendo aceitos como parte do pagamento na compra dos novos, o que é uma forte evidência que no futuro próximo o mesmo ocorrerá com estes que hoje estão sendo lançados e/ou construídos.

Sendo assim, aqui cabe uma pergunta:

- Por que investir na compra de um imóvel (novo ou usado) e pagar altos juros durante anos, se quando finalmente ele estiver quitado (e obsoleto!!!) não será possível usá-lo na compra de outro?

Aluguéis

Outro indício que há algo errado nesse período de euforia imobiliária é a sensível baixa dos preços dos aluguéis.

A relação Valor de Mercado x Preço da Locação nunca foi tão favorável aos inquilinos e, conseqüentemente, ruim para os proprietários. São frequentes ofertas de imóveis bem localizados, em bom estado (muitos até mobiliados) por preços inferiores a 0,35% do valor de mercado.

Em outras palavras:

- O "ganho" real do investidor chega a ser inferior ao rendimento mensal da Poupança!

A situação se agrava em relação aos imóveis mais antigos, cuja vacância e depreciação derruba essa relação para níveis onde a rentabilidade real é praticamente nula.

A combinação de supervalorização imobiliária com queda nos preços dos aluguéis aponta para um fenômeno extremamente perigoso e destrutivo para a economia de qualquer país:

- A bolha imobiliária.

Sugestão

Para quem tem algum dinheiro guardado e está pensando em comprar um imóvel para moradia ou investimento, o momento é de cautela e ponderação.

Por isso, aqui vai uma dica:

- Nunca valeu tanto a pena manter o dinheiro aplicado e optar pela locação, pelo menos até que o cenário se aproxime da realidade e que oportunidades verdadeiramente lucrativas apareçam.

Finalmente, não podemos esquecer que populações tradicionalmente endividadas tem extrema dificuldade para honrar obrigações de longo prazo  - como, por exemplo, parcelas de financiamentos imobiliários - com isso, é praticamente certo que a oferta de imóveis em leilões não pare de crescer.

Definitivamente não é hora de ceder à pressão dos corretores de plantão.

É esperar para ver.

CONCLUSÃO

Uma das principais qualidades do investidor é a forma seletiva de empregar o dinheiro. Antes de comprar imóveis na planta imaginando que está fazendo um “excelente” investimento, procure saber mais sobre a compra de imóveis em leilões.

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