O final do ano se aproxima e logo será hora de irmos às compras... Presentinhos para uns, lembrancinhas para outros, e por aí vai.
Além disso, nesta época é comum que tenhamos alguns gastos extras, como por exemplo, com a manutenção no carro e/ou da casa de praia para a temporada de férias; com a compra de roupas novas para as festas de Natal e Ano Novo; com as pequenas extravagâncias típicas das viagens, etc, e assim - aos poucos e sem que percebamos - lá se foi o tão esperado 13º salário (se é que ele foi suficiente para tudo isso!).
Para quem não pretende perder o controle do Orçamento Pessoal e entrar no Ano Novo com dívidas, aqui vai uma dica:
- Aprenda como administrar os seus Índices de Endividamento Pessoal
Basicamente, o nosso índice ou grau de endividamento pode ser medido de duas formas:
1 - Índice de Endividamento de Curto Prazo
É a grandeza financeira que nos mostra o quanto do nosso Ativo Imediato (dinheiro mais acessível) está comprometido com o pagamento de dívidas e obrigações financeiras de curto prazo, ou seja, aquelas que já estão vencidas ou cujo vencimento se dará em até 12 meses.
Exemplo 01:
João possui R$3.000,00 em economias e decidiu comprar uma camisa de R$100,00 pagando em 05 vezes sem juros no cartão de crédito. Como ele já pagou duas parcelas, neste momento, a sua obrigação de curto prazo é de apenas R$60,00. Sendo assim, seu índice de endividamento é de 2%.
IE = Dívidas e Obrigações de curto prazo / Ativo Imediato
IE = R$60,00 / R$3.000,00 = 2%
Exemplo 02:
Apesar de ter R$3.000,00 em reservas, Dona Maria deixou de pagar duas prestações do seu carro no valor de R$400,00 cada, tendo hoje uma dívida de curto prazo no valor de R$800,00. Além disso, ela refinanciou o saldo devedor da compra da sua geladeira em 18 vezes sem juros de R$120,00, sendo que desta obrigação, apenas a primeira parcela já foi paga. Em razão disso, o IE da Dona Maria é de 70,67%.
IE = Dívidas e Obrigações de curto prazo / Ativo Imediato
IE = (R$800,00 +1.320,00) / R$3.000,00 = 70,67%
2 - Índice de Endividamento Efetivo
É a grandeza financeira que nos mostra o quanto do nosso Ativo Total (patrimônio líquido) está comprometido com o pagamento de dívidas e obrigações financeiras de qualquer prazo.
Se utilizarmos os exemplos anteriores, veremos que João não possui nenhuma dívida ou obrigação de longo prazo, ou seja, com vencimento superior a 12 meses. Em razão disso - e considerando que o patrimônio de João seja equivalente ao valor das suas economias - poderíamos dizer que os seus índices de Endividamento e de Endividamento Efetivo são idênticos, ou seja:
IE Efetivo = IE = Dívidas e Obrigações de curto prazo / Ativo Imediato
IE Efetivo = IE = R$60,00 / R$3.000,00 = 2%
Já no caso de Dona Maria a resposta seria um pouco mais complexa, visto que dependeria do valor do seu Ativo Total (patrimônio líquido).
Suponhamos que o carro cujas parcelas estão em atraso valha R$20mil (total das parcelas pagas). Além disso, sabemos que Dona Maria possui outros R$3mil em reservas. Desta forma, podemos estimar seu patrimônio em R$23mil. Considerando que a soma das suas dívidas e obrigações é de R$2.840,00 – concluímos que o seu índice de Endividamento Efetivo é de 12,35%.
IE Efetivo = Dívidas e Obrigações de qualquer prazo / Ativo Total
IE Efetivo = (R$800,00 +2.040,00) / R$23.000,00 = 12,35%
Limites de Tolerância
Depois de calcular os Graus de Endividamento é preciso verificar se os valores encontrados atendem o chamado ‘limite de tolerância’.
De forma geral, é recomendável que o IE de curto prazo nunca supere o valor equivalente a 15% do total de disponibilidades imediatas, ou seja, o dinheiro mais acessível.
Já em relação ao IE Efetivo é recomendável que o mesmo fique abaixo do valor equivalente a 10% do Ativo Total, ainda que o limite ideal de tolerância varie de pessoa para pessoa em função da idade, da análise do Ciclo de Renda e da situação patrimonial do indivíduo.
CONCLUSÃO:
Saber como controlar o Orçamento Pessoal é uma parte fundamental do processo de Independência Financeira e por isso não pode ser deixada para depois.
Comece 2011 com o pé direito! Conheça os serviços de Finanças Pessoais oferecidos pelo G9 Investimentos – Consultores Associados.
Estamos a sua disposição.
Gustavo de Carvalho Chaves
Consultor Financeiro
www.g9investimentos.com.br
contato@g9investimentos.com.br
Gustavo,
tenho uma renda mensal de aprox. 4mil mas não consigo deixar de ter contas pendentes. gostaria de uma orientação para saber qual é o máximo de endividamento que seria coerente com a minha renda e se possível uma dica de como fazer para sair do vermelho o quanto antes.
te agradeço muito!
abraço Lúcia
vivi minha vida inteira endividada. Não desejo isso a ninguém, mas acontece que com o que ganho é impossível não fazer novas dívidas. O que eu tenho que fazer pra sair dessa situação?
Olá Gustavo
Eu gostaria de saber se existem percentuais mínimos e máximos toleráveis de endividamento e ainda quanto seria um limite para quem tem uma renda média de 4mil. Aguardo seu retorno, muito obrigada!
Abraços Fabiana
Boa tarde,
eu estava lendo no seu artigo que é possível dividir as dívidas conforme o prazo. Minha dúvida é como eu devo fazer em relação as parcelas renegociadas (cartão de crédito). No meu caso negociei com a administradora um parcelamento maior do que o contratado no início e só vou começar a pagar em julho. Como devo fazer? Grato,
Acyr
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