Toda vez é assim:
- Basta haver rumores de uma nova crise mundial que o mercado já fica mal-humorado e lá se vão os “lucros” das ações.
Algum tempo se passa e eis que surge uma boa notícia: os investidores (ou seriam os especuladores?) voltam a comprar e então, o preço das ações volta a subir e todos ficam “felizes”, como se nada tivesse acontecido.
Sempre foi assim e tudo leva a crer que sempre será.
O interessante disso tudo é que a cada dia, como num passe de mágica, milhares de pessoas passam a “entender” de ações e a “conhecer” profundamente o mercado financeiro e nem por isso as crises deixam de existir, o que me faz pensar que - com elas - esses problemas nunca acontecem.
- Será?
Na realidade, o mundo não gosta de histórias de fracasso, como as que ocorrem na vida das pessoas de verdade; destas que trabalham sério, que se dedicam aos seus negócios e empregos, que estudam, que se qualificam, que são humildes, que dão duro para conquistar seus bens, sustentar a família, que nem sempre (ou nunca!) viajam para Disney, Paris, etc, que não tem dinheiro para consumir artigos de luxo, comprar futilidades, freqüentar lugares badalados, dirigir carrões ou - simplesmente - para manter um plano de saúde para seus familiares.
Aparentemente, o “tal do dinheiro” é só o que vale.
Infelizmente, cada vez mais vivemos em um Mundo de Plástico, de Faz de Conta, onde todos tem que ser belos, “sarados”, perfeitos, inteligentes, ricos, etc, pois é só isso que tem valor e que significa “sucesso”; não há lugar para as pessoas "normais", ainda que sejam gente de bem.
Hoje, muitos jovens não sabem o nome completo dos avós (o que dirá dos tios avós!) ou conhecem todos os tios e primos, mais raros ainda são os capazes de repetir as histórias da família, entretanto, quando o assunto é o mercado financeiro e o "mundo mágico das ações" estufam o peito e se orgulham em dizer que sabem de tudo, afinal, entender de dinheiro (mesmo quando não se tem!) é sinônimo de poder, de ser "bacana", “in”, “da hora” ou como queiram chamar.
Isso me faz lembrar um episódio que ocorreu num seminário sobre investimentos que participei ano passado. Durante sua apresentação, uma jovem palestrante disse envaidecida para um auditório lotado que:
“... ao longo dos meus mais de 10 anos atuando como profissional do mercado de ações ...”
E todos se olharam admirados:
- Mais de 10 anos???
Juro que pensei que ela estava brincando, já que a “humilde” convidada não aparentava ter mais de 22 anos (e pelo que sei é preciso ser maior de idade para atuar formalmente neste ramo). Bem, quem sabe ela iniciou aos 12 – durante a hora do recreio da escola – muito antes da popularização da internet ou da chegada do home-broker ao Brasil. Talvez.
Em momentos de crise como este imagino que o certo é perguntar a um destes “Experts” da geração da Era da Informação (ou das gerações anteriores!) o que fazer quando o dinheiro conquistado ao longo de anos de trabalho está desaparecendo devido a irresponsabilidade e a ganância de milhares de pessoas pelo mundo.
- É claro que o dinheiro deles continua à salvo; "obviamente" suas ações não sofreram nenhuma queda (devem até ter valorizado!), afinal, estar “desprotegido” e sofrer prejuízos financeiros é uma "exclusividade" dos meros mortais, não é?
Para os que esperavam uma "dica quente" sobre como proteger seu maior patrimônio em momentos de tensão, aqui vai:
- Dê valor as pessoas, começando por você e pela sua família!
CONCLUSÃO:
Em momentos de crise como agora, antecipar cenários e seguir uma estratégia tecnicamente definida certamente fará a diferença. Invista em planejamento financeiro técnico e independente e não se deixe levar por “achismos” e palpites daqueles que nestas horas somem do mapa.
O Grupo G9 é especializado no desenvolvimento de Diagnósticos Financeiros e Estratégias de Médio e Longo Prazo. Preserve o seu dinheiro. Qualquer dúvida estamos a disposição.
Leia também os artigos:
- Os Experts da Bolsa;
- Idosos devem investir em renda variável?
Gustavo de Carvalho Chaves
Consultor Financeiro
www.g9investimentos.com.br
contato@g9investimentos.com.br
Boa tarde Gustavo!
Gostaria de cumprimentá-lo pelo artigo.
Sou professor aposentado e por profissão acompanho o mercado financeiro a vários anos. Mesmo com a invenção de ferramentas e instrumentos de controle as crises não deixam de acontecer e cada vez mais pessoas despreparadas e gananciosas apostam nisso!
Espero ver o dia em que o nosso país dê mais valor a educação e ao conhecimento.
Um abraço
Otávio Neto
Caro Dr. Gustavo
Recentemente me indicaram a compra de ações como sendo um ótimo negócio e por isso acabei investindo cerca de R$150mil. No entanto, desde que comprei os preços não param de cair, e hoje possuo menos de R$90mil.
Meu marido foi contra desde o início e por isso temos brigado muito, porque esse dinheiro era uma boa parte das nossas economias.
Preciso com urgência de uma orientação, pois não sei que atitude devo tomar.
Aguardo retorno.
Desde já muito obrigada pela atenção.
Isaura. R
Prezada Isaura
Obrigado pela sua mensagem!
Casos assim demandam uma análise minuciosa, pois as demais reservas da família, as fontes de renda e a situação patrimonial deverão ser levadas em consideração antes de qualquer decisão.
Posso adiantar que uma alternativa seria verificar junto a sua corretora a possibilidade de "trocar" de papéis ou até mesmo ingressar em um Clube de Investimento - pois neste último - a gestão é feita por pessoas habilitadas e capazes de administrar situações como estas.
Considere a hipótese de ajustar sua carteira para fins de PREVIDÊNCIA, colocando o tempo (longo prazo) a seu favor, não esquecendo que perdas severas em Renda Variável, dificilmente poderão ser compensadas em aplicações de Renda Fixa.
Se após estas verificações persistirem dúvidas, estaremos a sua disposição.
Fique tranqüila que tudo irá se resolver.
Abraço
Meu caro,
- não seria mais fácil vender uma opção?
Gostaria de saber se comprar ações para previdência é um bom negócio para quem não acompanha o mercado financeiro diariamente ou se é melhor contratar um plano privado de previdência.
grata
se minha ações começassem a cair eu venderia tudo de uma vez, depois comprava de volta. Só perde dinheiro nisso quem não entende nada, pra estes tem a Poupança.
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