Em um país onde tanto se fala em desemprego e falta de oportunidades, seria de se esperar que as pessoas estivessem dispostas a “agarrar” com unhas e dentes as chances de trabalho que aparecessem; no entanto, minha experiência como franqueado mostra o contrário.
Em razão disso, imagino que se eu perguntasse a dez pequenos empresários qual a causa mais freqüente de problemas em suas empresas, provavelmente, todos responderiam a mesma coisa:
- os maus funcionários!
Ao menos foi essa a conclusão a que cheguei após diversas conversas sobre este tema com colegas empresários dos mais variados setores. Ao que tudo indica muitos trabalhadores ainda têm uma visão imediatista em relação à situação profissional e, talvez por esse motivo, não se importam em perder o emprego.
Talvez isso se deva a questões sócio-educacionais, uma vez que muitos ainda consideram que o salário é apenas para o sustento, e não para ser investido em educação, qualificação, aperfeiçoamento, saúde, moradia, etc. Concordo que seria esperar demais que indivíduos com essa mentalidade se comprometessem de fato com a empresa, ou como se diz na prática: que “vestissem a camisa”, ainda que fosse através de atitudes e objetivos simples, como evitar desperdícios, atender bem os clientes, querer progredir, etc, da forma que o dono do negócio o faria.
Os problemas já começam durante o processo de seleção.
Em média, para cada dez candidatos que marcam um horário para a entrevista, apenas três comparecem. É prática comum recusarem a vaga ao saberem que será preciso trabalhar nos finais de semana ou porque os horários da jornada de trabalho serão diferentes dos usuais. Muitos ainda - mesmo depois de selecionados - se comprometem a iniciar os serviços e, simplesmente, desaparecem.
Já em relação aos funcionários mais antigos, os problemas são os mais variados possíveis:
- administrar as dificuldades causadas por faltas e atrasos;
- dificuldades no relacionamento interpessoal;
- mau uso do uniforme;
- “repetidas” mortes de parentes;
- ciúmes, fofocas, etc.
Para quem pretende investir numa franquia, aqui vai uma dica:
- Busque assessoria jurídica de qualidade.
É vital para qualquer empresário estar juridicamente bem assessorado, principalmente no que diz respeito às questões trabalhistas. Contar com o auxílio de um profissional experiente e capaz de lhe orientar nos procedimentos legais aplicáveis a categoria na qual seu negócio se encontra é fundamental.
No ramo da alimentação, por exemplo, isso se aplica desde as questões mais básicas (muitas vezes negligenciadas pelos empregadores e que sempre geram discussões posteriores, tais como o pagamento de gratificações, horas extras, taxas de serviço, gorjetas, etc) até os casos mais complexos.
O assessor jurídico poderá orientar como advertir e punir os maus funcionários, desde aqueles que faltam e se atrasam com freqüência até os que forçam a própria demissão.
Por exemplo:
- Quando um mau-funcionário decide deixar o emprego, dificilmente ele irá pedir desligamento da empresa. Na maioria dos casos, fará de tudo para ser demitido, na intenção de poder sacar o fundo de garantia e ainda receber o seguro desemprego.
Vale lembrar que - em caso de condenação - certas ações trabalhistas podem decretar o fim de uma empresa, o que torna imprescindível que o empresário sempre proceda de acordo com as leis, evitando que os maus-funcionários de hoje se tornem as grandes dores de cabeça de amanhã.
Até a próxima!
Dando continuidade a série de artigos sobre franquias, o empresário Gustavo Louzada Garcia - franqueado da rede FRANS CAFÉ em Curitiba desde 2004 - nos fala sobre os desafios da área de Gestão de Pessoas, e ainda nos dá importantes dicas de como superá-los.
contato: louzadagarcia@terra.com.br
A ele o nosso sincero agradecimento.
Grupo G9 Investimentos
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