Superqualificação – um obstáculo a mais na vida profissional

Você acha que qualificação significa garantia de sucesso profissional?

A dificuldade de encontrar um emprego não é exclusiva dos profissionais recém-formados ou daqueles com menos experiência. Diariamente, especialistas, mestres e doutores disputam vagas dos mais variados níveis e muitas vezes são descartados justamente por serem considerados superqualificados para a função.

Há quem imagine que este tipo de dificuldade ocorre apenas nas disputas por cargos que tradicionalmente pagam os melhores salários ou que têm maior reconhecimento social, porém, na prática, nem sempre é assim. Um exemplo claro disto ocorreu recentemente em um concurso realizado por um município do Estado do Rio de Janeiro para a contratação de garis. Dentre os milhares de candidatos inscritos, muitos tinham formação de nível superior, sendo 3 com especialização e 1 com mestrado.

Isso nos mostra que até mesmo o investimento em Educação precisa ser planejado e bem dimensionado, pois problemas como falta de dinheiro e desemprego atingem a todos - independente do grau de instrução.

Em parte, isto se deve ao sensível aumento da oferta de cursos de aperfeiçoamento para todos os níveis cuja qualidade é incerta. A qualificação antes tida como um diferencial competitivo, passou a ser considerada lugar comum. A facilidade para obtenção de títulos de especialização, pós-graduação, mestrado, doutorado, etc, derrubou salários e passou a nivelar por baixo os candidatos, formando uma nova classe de excluídos: os superqualificados

Se pararmos para analisar este quadro, veremos que o prejuízo social é imenso e que não se resume ao desestímulo ao aperfeiçoamento contínuo. Outra consequência decorrente desta infeliz "tendência mercadológica" está na atitude desesperada de alguns profissionais, que ao se sentirem impotentes diante da imensa dificuldade de recolocação passaram a pleitear menores salários, além de omitir informações relativas a sua formação em currículos e processos seletivos, na expectativa de voltar a ser competitivos.

CONCLUSÃO:

Investir no ATIVO EDUCAÇÃO requer um planejamento com objetivos financeiros e profissionais bem definidos, pois já foi o tempo em que diplomas e certificados eram sinônimos de sucesso profissional e garantia de bons salários. Cada vez mais o SABER FAZER é que será o grande diferencial.


Se você pretende diminuir a sua dependência do mercado de trabalho, mas sem deixar de investir em Educação e Qualificação Profissional, entre em contato conosco.

Gustavo de Carvalho Chaves
Consultor Financeiro
www.g9investimentos.com.br
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4 Comentários

Lamentável que isso ocorra. E ocorre porque, no Brasil, as empresas ainda preferem a experiência profissional prática em detrimento à formação acadêmico-científica. Não por acaso, a grande maioria dos mestres e doutores está "alojada" nas universidades... O mesmo NÃO ocorre nos Estados Unidos onde as empresas investem em pesquisa e inovação e, consequentemente, têm estes profissionais como consultores em seus quadros!

Luís Felippe Floriani | 01/04/2011

Boa tarde! Sou formado em administração, com pós em mkt. Depois de anos tentando arranjar um emprego na área e com uma remuneração decente resolvi virar um concurseiro. Já fiz vários concursos de todos os níveis e em todos tinham candidatos com especialização, mestrado, doutorado, etc, até mesmo quando eram para cargos simples. Quando converso com meus colegas do curso preparatório ouço as sempre as mesmas histórias, ou seja, todo mundo quer salário e aposentadoria integral, o que é praticamente impossível na iniciativa privada. Duvido que toda essa gente tenha vocação pro serviço público, mas precisamos trabalhar. Já estou conformado com a situação, mas se pudesse voltar no tempo jamais teria gasto tanto em faculdade, pós, especialização, etc. Abraços!

Henrique Feres | 22/05/2011

Bem verdade mesmo! O mau exemplo vem de cima, basta analisar a "educação" da classe política, quando muito, são semialfabetizados e estão lá fazendo pose, afinal, foram eleitos pelo povo. Nada me surpreende, afinal, quem se esquece que acabamos de ter um presidente que fazia questão de dizer que NÃO estudou? E pior, por dois mandatos! Esperar o que dessas pessoas? Não me admira que mestres e doutores queiram a todo custo entrar no serviço público, talvez só assim possam sustentar a família com certa dignidade, porque viver de pesquisa na terra do futebol e do samba é um sonho distante.

Professora Aline | 28/05/2011

Algo que me chama a atenção é o aumento de vagas para pessoas sem qualificação com salários superiores aos de pessoas que passaram muitos anos estudando, umas até com diploma de faculdade. Tem pedreiro ganhando muito mais do que professor. Diarista ganhando mais que advogado recém formado. Não acho errado eles ganharem bem, muito pelo contrário, só acho errado quem estudou tanto continuar ganhando mal. Não sei onde isso vai parar. Parabéns pelo site. Um abraço,
Antonio de Castro

Antonio de Castro | 11/07/2011

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