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Organização Financeira – por onde começar?

Levar os filhos na escola, ir ao mercado, arrumar a casa, preparar refeições, cumprir as tarefas do trabalho, pagar as contas e ainda ter tempo para cuidar da família... definitivamente isso não é tarefa fácil! São tantos compromissos diários que dificilmente sobra tempo para pensarmos em nós, o que dirá na nossa vida financeira.

 

É mais do que justo querermos usar os poucos momentos livres que temos para as atividades que nos fazem relaxar e que renovam nossas forças, porém, não podemos esquecer a importância de cuidarmos da administração do nosso dinheiro.

 

Infelizmente muitas pessoas só param para cuidar das suas Finanças Pessoais quando se vêem diante de uma situação muito difícil: dívidas, desemprego, consumo compulsivo, doenças na família, perda de pessoas responsáveis pelo sustento do lar, etc. Entretanto, é nos momentos de crise que elas encontram as forças que precisavam para mudar certos hábitos e atitudes equivocadas em relação a forma de lidar com o dinheiro; é o início do processo de Conscientização Financeira.

 

- Mas por onde começar?

 

Uma maneira prática e fácil é iniciar anotando todas as receitas e despesas cotidianas, de preferência uma vez ao dia.

 

Despesas

 

De modo geral, gastamos nosso dinheiro nos chamados Grupos de Despesas, tais como:

 

- Moradia;

- Alimentação;

- Transporte;

- Educação;

- Saúde;

- Vestuário;

- Lazer e Entretenimento;

- Investimentos, Seguros e Previdência* (podem ou não ser tratados como despesas), dentre outros.

 

Por sua vez, cada grupo possui subgrupos.

 

O Grupo Alimentação, por exemplo, pode ser subdividido em:

 

- Mercado (representado pelos alimentos e produtos necessários ao seu preparo);

- Alimentação Externa (café-da-manhã, almoços, jantares e lanches realizados fora da nossa casa).

 

Curiosidade:

 

As despesas com alimentação costumam ser um dos grandes vilões do Orçamento Doméstico, pois os pequenos gastos diários geralmente são desprezados e sempre nos surpreendem quando são anualizados. 

 

Receitas

 

O mesmo processo se aplica aos Grupos de Receitas ou de Renda.

 

Precisamos saber exatamente o quanto recebemos de cada uma das fontes pagadoras que dispomos.

 

Por exemplo:

 

- O valor do nosso salário (acrescido dos benefícios como 13º, férias e premiações);

- O valor das retiradas empresariais (pró-labore + distribuição de lucros);

- O total das receitas de aluguéis;

- As receitas das aplicações financeiras (juros reais, dividendos e bonificações);

- Os lucros com venda de bens, dentre outros.

 

Fluxo de Caixa

 

Em seguida, devemos lançar os valores numa planilha onde de forma fácil e direta seja possível apurar o total de Receitas e Despesas e os respectivos saldos, buscando sempre resultados positivos.

 

A parte mais importante vem em seguida:

 

É preciso saber o quê fazer com o dinheiro economizado, pois um planejamento financeiro eficiente deve ter objetivos e metas bem definidas em valores e prazos.

 

CONCLUSÃO:

 

Como foi demonstrado, a melhoria da nossa vida financeira depende de organização e disciplina; somente assim poderemos identificar o nosso perfil de consumo e avaliar o quanto as despesas do dia-a-dia nos afastam da tão sonhada Independência Financeira.

  

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Gustavo de Carvalho Chaves

Gustavo de Carvalho Chaves

Engenheiro Civil (UFPR) e Arquiteto (PUC-PR), especialista em Gestão de Negócios (UFPR), Pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior (UFPR) com extensão no GEOS College Oceania (NZ). Possui mais de 15 anos de atuação nas áreas de Educação Financeira, Consultoria de Negócios e Investimentos. Co-autor do livro Como Comprar Imóveis em Leilões (Editora Insight, 2015).