O Ativo Tempo

Diariamente o mercado competitivo faz com que muitas pessoas tenham que enfrentar o desemprego. 

Elas passaram os últimos anos trabalhando em empresas dos mais variados portes e setores, ocupando cargos de diversos níveis. Em comum, todas dedicaram seus anos mais produtivos a estas organizações e sempre se sacrificaram para cumprir metas, além de atender a protocolos mercadológicos que, em muitos casos, serviam apenas para manter uma aparente estabilidade profissional.

Infelizmente, a maioria delas – ainda que involuntariamente – ficou refém de uma estrutura social característica das suas funções.

Ao longo dos anos os aumentos salariais e as bonificações recebidas raramente se destinaram a formação de reservas e investimentos capazes de garantir-lhes renda adicional e segurança em momentos de crise ou na aposentadoria. Muito pelo contrário. Ao invés disso, foram imediatamente direcionados ao pagamento de enormes compromissos financeiros assumidos em função do status profissional do qual ficaram dependentes.

Os supérfluos se transformaram em necessidades e não se resumiram a capacitação profissional, indo sempre mais além.

O estilo de vida foi e continurá sendo o grande vilão neste processo.

Dirigir veículos último-tipo, residir em moradias luxuosas, usar roupas e objetos de grifes, viajar para destinos exóticos, estar presente em festas e eventos badalados, etc, era o mínimo que se podia esperar destes profissionais tão “bem-sucedidos”.

Mas tudo isso teve um alto preço.

O custo da sofisticação imposta pelo mercado e indiretamente cobrado pela sociedade - inclusive por familiares - não se resumiu ao das altas faturas dos cartões de crédito e financiamentos contratados ao longo dos anos.

Foi preciso estar fora da correria do dia-a-dia e daquela rotina de cobranças para perceber que o tempo passou e que a questão agora será:

- o que fazer daqui pra frente?

Os salários e prêmios recebidos ao longo da carreira, na realidade representaram apenas o preço de venda do ativo mais precioso que possuíam, e somente agora percebem que:

o Ativo Tempo é imensurável!

CONCLUSÃO:

Seja qual for o seu cargo, função ou situação profissional, dê ao seu futuro financeiro a mesma importância que você dá ao seu trabalho e a sua família.

Usar bem o Ativo Tempo é a melhor forma de remuneração.

Qualquer dúvida consulte-nos.

Gustavo de Carvalho Chaves
Consultor Financeiro
www.g9investimentos.com.br
contato@g9investimentos.com.br

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3 Comentários

Oi Gustavo,
Muito certo o seu artigo. Infelizmente as pessoas só entendem isso quando é muito tarde. Pasei por isso e sei muito bem o que é dedicar uma vida a uma empresa e quando seria hora de ser devidamente reconhecida, receber um muito obrigado de sorriso-amarelo. Pena não se possível voltar atrás e fazer diferente.
Janaína

Janaíva Carvalho | 26/02/2011

Boa tarde Gustavo,
Não consigo entender por que ainda hoje as pessoas precisam viver ostentando bens para parecerem bem sucedidas. As recentes revelações empresariais como Google, Fecebook, etc foram desenvolvidas por jovens arrojados e que possuem estilo independente, informal e inovador, um prova que temos que rever conceitos. Parabéns! Abraços Luis Seixas

Luiz Augusto Seixas | 27/02/2011

As pessoas estão vivendo mais e nem por isso a vida útil no emprego aumentou. Tá na cara que isso ver ter consequências graves. O jeito é fazer concurso público, senão...

Humberto J. | 02/04/2011

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