A euforia dos pequenos “investidores” da Bolsa de Valores parece ter chegado ao fim.
Da noite para o dia o que parecia ser um negócio elementar e que vinha sendo erroneamente utilizado como fonte de renda por milhares de pessoas - em sua maioria despreparadas - cedeu lugar ao pânico generalizado.
A debandada sem restrições dos investidores estrangeiros do país, além de dinheiro, levou junto os sonhos daqueles que depositaram no Mercado Financeiro muito mais do que as suas economias.
O medo de perder o pouco que restou do dinheiro “investido” superou em muito a euforia da fase inicial, e ainda fez desaparecerem instantaneamente os “especialistas" em ações com seus palpites e dicas de lucros rápidos.
Finalmente, penso ser possível extrair algumas lições deste momento:
1) O Mercado Financeiro, assim como toda e qualquer atividade profissional séria e comprometida, demanda muito estudo, disciplina, cautela e responsabilidade;
2) É imprescindível que o investimento estrangeiro no Brasil possua uma legislação que determine prazos e limites de retiradas, visando preservar os recursos dos pequenos investidores, e principalmente que
3) Investir não pode ser confundido com especular.
Nota: Comentário produzido para o Jornal Gazeta do Povo, seção Coluna do Leitor, de 20 de Fevereiro de 2009.
Gustavo de Carvalho Chaves
Consultor Financeiro
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